Texto Grupo 2
O mundo contemporâneo vive um intenso processo de evolução tecnológica,
especialmente no campo da ciência esse avanço é notório. Portanto, em decorrência desse
avanço ocorrem as substituições de ferramentas como celulares, computadores, tablets,
notebooks, televisores, dentre outros, em espaços de tempo cada vez menores, tendo por
estímulo o desempenho e funções que superam as versões anteriores (BECHARA, 2009).
Vale ressaltar, que toda essa inovação também é refletida no campo da formação
de professores, pois a sua área de atuação e seu público também estão sob a égide dessa
evolução. Dessa forma, o processo de globalização e o avanço científico-tecnológico
acarretam novas tendências e mudanças nas relações sociais, culturais, políticas e
econômicas, contribuindo para um novo cenário educacional e cada vez tecnológico,
assim como contextualiza (Oliveira, 1997):
Mais importante que o ensino da informática é o fato de reconhecermos a inovação tecnológica para abrir espaço para que pessoas que nunca tiveram acesso a tecnologia possam conhecer, e mais que isso, aprendam a manusear máquinas e descobrir de que forma isto pode vir a facilitar as tarefas de sua vida cotidiana é o ingresso no mundo da informática e da informação.
As novas tecnologias de comunicação (TIC), sobre tudo a televisão e o computador, movimentaram a educação e provocaram novas mediações entre a abordagem do professor, a compreensão do aluno e o conteúdo veiculado. A imagem, o some o movimento oferecem informações mais realistas em relação ao que está sendo ensinado. Quando bem utilizadas, provocam a alteração dos comportamentos de professores e alunos, levando-os ao melhor conhecimentoe maior aprofundamento do conteúdo estudado.
É evidente que, o desafio agora não deve residir sobre a presença ou não das
tecnologias nas escolas, e sim o como fazer, porquê e para quê? O que envolve a mudança
na atuação do professor, no seu modo de ensinar e de aprender. A formação do educador
é, portanto, uma preocupação que está presente nas discussões gerais, é um ponto que
merece ser pensado e desenvolvido, considerando o perfil desejado para estas novas
demandas sociais.
De acordo com Diniz, Rodriguese Darido (2012), a escola deve acompanhar de
forma ativa as transformações tecnológicas, visto que estas já fazem parte, geralmente, do
cotidiano de seus alunos. Os diversos programas efetivados pelo governo, como por
exemplo, o ProInfo–Programa Nacional de Informática- buscam dar uma nova dimensão
para esta tarefa de adequar a educação às modificações tecnológicas e sociais que a época
em que vivemos exige. No entanto, cabe alertar que em um ambiente aberto com várias
possibilidades destas informações, torna-se obrigatória à verificação das fontes de
informação afim de se confirmar a fidedignidade das mesmas. Além da importância de
tornar a ética o princípio fundamental, frente as facilidades de pesquisas (Bonette &
Vosgerau, 2010. p.8).
Pela mídia brasileira, seja ela impressa, seja virtual, encontramos muitos alertas sobre o problema do plágio, sendo vários os textos publicados em jornais. Por exemplo, Cavalheiro (2002) comenta, no artigo sobre o “Mau uso da internet sabota estudo”, os métodos adotados pelos professores para enfrentar a oferta de tarefas escolares prontas por determinados sites, principalmente o www.turnitin. com, nos Estados Unidos, que oferece trabalhos universitários prontos. No artigo, ele menciona a fala de alguns alunos do Ensino Médio que se utilizam desse recurso, ou seja, copiar/colar, contudo, o foco mais inquietante para os professores está no Ensino Superior.
Mesmo diante da necessidade de alguns cuidados, isto não pode ser considerado um
desestímulo ao uso da internet e na aplicação das vantagens deste instrumento nos
processos educacionais.
Contudo, a internet, o computador, os recursos de áudio e vídeo, além da televisão
e mídia impressa, constituem parte do leque de estratégias proporcionadas pelas TIC,
“sendo utilizadas pelos professores e instituições educativas com a função de motivar,
promover debates, aprofundar conteúdos e apresentar diferentes visões sobre o assunto”
(MARANDINO; SELLES; FERREIRA,2009, p.171).
Por outro lado, é preciso ter cautela e olhar crítico sobre esses materiais, evitando
o pensamento ingênuo de que as TIC prometem soluções para todos os problemas e
dificuldades da escola. Segundo Martinho e Pombo (2009), as metodologias de ensinoaprendizagem
propostas no ambiente escolar a partir do uso dos recursos tecnológicos
provocam alterações no papel do professor e do aluno, em comparação com aulas onde as
TIC não são utilizadas.
Dessa maneira, ao invés de somente expor o conteúdo a ser assimilado pelo aluno,
o professor terá a função principal de mediador, e aquele será construtor de seu próprio
conhecimento, dotado de autonomia e capacitado para a análise, síntese e sentido crítico
das informações. Além disso, as autoras afirmam também que “esta alteração traz a
resolução de várias questões que “perseguem” o ensino, na procura da melhoria da sua
qualidade, ou seja, o combate à indisciplina e ao insucesso, o despertar da motivação e o
desenvolvimento de competências”(MARTINHO; POMBO,2009, p.528).
Ensinar com a internet, por exemplo, atinge resultados significativos quando se
esta integrado em um contexto estrutural de mudança do processo de ensinoaprendizagem,
no qual professores e alunos vivenciam formas de comunicação abertas,
de participação interpessoal efetiva. Caso contrário, a Internet será uma tecnologia a mais,
que reforçará as formas tradicionais de ensino. Portanto a formação do professor para uso
das tecnologias é questão urgente, para que o processo ensinar e aprender se desenvolva
com eficiência e não apenas como substituto do quadro negro, lápis e papel (BELLONI,
2003).
CONCLUSÃO
Pode-se concluir, que, a tecnologia tornou-se indispensável no processo
educacional moderno. Pois, além de fomentar relações humanas e formas de produção, a
cultura digital dá acesso as mais variadas informações e favorece uma educação de maior
aproveitamento para todos. Isso, quando os recursos tecnológicos são utilizados como
instrumentos de auxílio à aprendizagem e não como uma salvação ou nova forma de se
apresentar o conteúdo baseado ainda em antigas metodologias. Então, o próximo passo é
fortalecer um novo pensar e, sobretudo, um novo fazer pedagógico que resista à tradição
da repetição e da imobilidade docente às estratégias de ensino dos fenômenos
tecnológicos.
Logo, a busca por formação continuada dos professores, é extremamente
relevante, especialmente no campo de novas ferramentas tecnológicas para o uso eficaz
dessas novas tecnologias nas escolas. É neste sentido que Almeida e Moran (2005)
afirmam que: “existem vários estudos em que o professor reconhece que a tecnologia é
importante e ele quer utilizá-la. Mas não é apenas porque tem pouco domínio que não a
emprega”.
Para integrar as tecnologias, é preciso deter tanto o domínio instrumental como
o conteúdo que deve ser trabalhado, as próprias concepções de currículo e as estratégias
de aprendizagem. Tudo isso precisa ser integrado numa formação que alguns especialistas
já chamam de "nova pedagogia” volta para projetos “inovadores” de formação,que
possibilite ao aluno buscar respostas para suas perguntas e inquietações. O professor
precisa estar preparado para “provocar fome de saber, de aprender”(ALVES, 2002).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, M.E; MORAN, J.M. (Org). Integração das Tecnologias na Educação. Série
Salto para o Futuro, Brasília: SEED/MEC, 2005.
ALVES, R. A arte de produzir fome. 2002. Disponível
em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u146.shtml
BECHARA, Marcelo. A vez da rede móvel. In: CGI.br (Comitê Gestor da Internet no
Brasil). Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e da comunicação 2009. São
Paulo, 2010, pp. 81-85.
BELLONI, Maria Luiza. O que é Midia-Educação. São Paulo: Autores Associados. 2005.
BONETTE, L. M. C; VOSGERAU, D.S.R: O plágio por meio da internet: uma questão
ética presente desde o ensino médio The plagiarism by means of the internet: an ethical
this from school. Educação em Revista, Marilia, v. 11, n2, p. 7-22, jul, - Dez, 2010.
DINIZ,I.; RODRIGUES, H.; DARIDO, S. Os usos da mídia em aulas de Educação Física
escolar: possibilidades e dificuldades. Movimento, v. 18, n.3, p. 183-202, 2012.
KENSKI, V.M. Educação e Tecnologia: O novo ritmo da informação. São Paulo:
Papirus, 2007.
KENSKI, V.M. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância: Práticas Pedagógicas.
São Paulo: Papirus, 2003.
MARANDINO, M.; SELLES, S.E.; FERREIRA, M.S. Ensino de Biologia – Histórias
e práticas em diferentes espaços educativos. São Paulo:Cortez, 2009.
MARTINHO, T.; POMBO, L. Potencialidades das TIC no ensino das Ciências Naturais –
um estudo de caso. Revista Electrónica de Enseñanza delas Ciencias, v. 8, n. 2, p. 527-
538, 2009.
OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: dos Planos e Discursos à Sala de Aula.
Campinas: Papirus, 1997.

Parabéns ao grupo, ficou ótimo a confecção do texto.
ResponderExcluirO texto discute a importância da introdução da tecnologia na educação de forma a facilitar o processo ensino-aprendizagem. Na verdade, é uma assertiva, ou seja, afirma-se que o uso pedagógico dessas ferramentas é necessário, visto que os professores e a escola precisam acompanhar as transformações tecnológicas e assim utilizá-las como estratégias de ensino.
ResponderExcluirO grupo está de parabéns!
O texto discute a importância da introdução da tecnologia na educação de forma a facilitar o processo ensino-aprendizagem. Na verdade, é uma assertiva, ou seja, afirma-se que o uso pedagógico dessas ferramentas é necessário, visto que os professores e a escola precisam acompanhar as transformações tecnológicas e assim utilizá-las como estratégias de ensino.
ResponderExcluirO grupo está de parabéns!
Muito bom compartilhar o conhecimento, através desse blog, com todos vocês. Parabéns a todos pelo texto!
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